14 de abril de 2013

Bocejo interno



A mulher escolhe um fruto
e o velho salta o degrau
e a loira conta o minuto
e a criança passa mal
e o estudante e sua apostila
e o pedreiro e sua mochila
e o executivo de terno
e o adolescente moderno
e no meio disso tudo:
eu.

Parado.
Alheio.
Com a velha consciência
de que tudo vai passar.
Cada esforço.
Cada abraço.
Cada passo.
Cada beijo.
E o que fica,
como sempre,
é o meu
bocejo.



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